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30 de abril de 2020

Mágoas Deslindadas

O dia-a-dia é cinzento
E a azáfama inexistente,
Causa-me tanto alento
Só me deixa triste e doente,
Doente de mim mesma
Pois deixei-me acovardar,
A vida tornou-me uma lesma
E isto dói só de pensar.
Mas na correria de outras vidas
Estou sentada e só observo
As mágoas no vento dissolvidas
Enquanto as lágrimas preservo.
Estão num bolso bem guardadas
Ao lado de sonhos meio desfeitos,
Longe de histórias deslindadas,
De tantos momentos imperfeitos
Que moldaram quem eu sou
E moldarão quem eu serei,
O passado muitos danos causou
É a única coisa que apenas sei.

Texto da minha autoria. Não copiar sem autorização prévia. Escrito a 29/10/2019.
Quem é vivo sempre aparece ehehe...

16 de setembro de 2018

umas quantas rotações de lua mais tarde

Se as minhas leitoras tivessem um euro por cada vez que eu vos escrevi a dizer que vou voltar a escrever no blogue regularmente... Não, infelizmente para vocês, ainda não estariam ricas. Mas se eu tivesse um euro por cada vez que pensei para com os meus botões em voltar a fazer um post, estaria de partida para Aruba neste preciso momento.
Autoria: moi. Do bom verão...
Mas, infelizmente para mim, não estou em nenhum aeroporto com uma mala atafulhada de biquínis, chapéu de abas largas nem óculos de sol ao estilo do Kurt Cobain. Sou apenas mais uma adolescente de 17 anos a pensar no dia de amanhã. Pois é, amanhã cá estará a vossa Athena na escola outra vez. Rumo ao 12º ano... *pausa para suspiro*

É estranho pensar que ainda há uns dias eu tinha acabado de criar o blogue, a meio do oitavo ano, e que o deixaria meio que ao abandono durante o secundário. Mal eu fazia ideia do que viria a acontecer... Mas a vida é assim, imprevisível, por vezes impercetível, entre outros "ims", mas acima de tudo, curiosa e emocionante.
E... Bom, cá estou eu, após inúmeras tentativas falhadas de posts que acabaram no lixo, a tentar fazer-vos um pequeno resumo de tudo aquilo que tenho para vos contar sobre a minha vida pessoal desde meados de outubro/novembro de 2016. Se não vos apetecer muito ler, podem terminar a leitura por aqui e deixar um comentário sobre o quão excecionais são os óculos do Kurt ahaha.

Pensando bem, já é tarde. As 9:30h da manhã não é uma hora propriamente má para acordar, mas pode tornar-se um drama para quem passou quase 3 meses a adormecer às tantas e a acordar ao meio-dia. Mas prometo deixar um post em rascunho para me obrigar a voltar aqui.

19 de fevereiro de 2018

Uma forma meio lamechas de dizer "olá"

Foto da minha autoria. Estação do Rossio, Lisboa. 3/12/2017.
Eu escrevo. Eu estudo, eu oiço música, eu tento (a muito custo) manter as séries em dia. Eu durmo, eu rio de tudo e do nada, eu choro. Eu leio, eu apaixono-me, e acabo por sentir que o meu coração está partido. Eu encosto a cabeça na janela fria do autocarro, e observo a "corrida" das gotas de água, não para ver qual delas é a vencedora, mas para ver se os seus caminhos acabam por se cruzar. Eu não mergulho de cabeça, eu entro na água com um estrondoso salto mortal. Eu vou ao fundo muitas vezes, mas acabo sempre por regressar. As indecisões da vida preenchem os meus dias, e estes ora são ocupados, ora são vazios. E de vez em quando, assim de rompante, um pensamento invade a minha mente.
«- Athena, nunca mais escreveste nada no Saturn's Mermaid.
- Ah, pois é. O meu cantinho. Logo arranjo tempo.
- "Logo..."»

Tenho tantas novidades para vos contar... :D

31 de outubro de 2017

Halloweird

Onze da noite. Olhos pesados. Uma luz trémula ilumina o quarto, desarrumado, como sempre. As cordas tocam sons repetidos, por entre os dedos suaves de uma miúda qualquer, tão desleixada como o espaço que a rodeia. Expetativas altas, decepções graves.
A campainha interrompe a melodia triste e melancólica. Abro a porta, e caio no erro de esperar ver a tua cara. Fantasmas pedem por doçura ou travessura. Esqueci-me que estamos na noite mais assustadora do ano. Porque só tu, para me fazeres esquecer da existência do tempo, ao pensar em ti. Não comprei doces, e rezo para que a travessura sejas tu. Pensamentos idiotas, agora afagados por uma outra melodia qualquer que viaja por entre o quarto. Será que para ti é Halloween todos os dias? Não tenho o doce que procuras, e em troca, és travesso, e decides brincar com o meu coração partido.
As cordas encontram-se silenciosas. É possível ouvir o tic tac do relógio. O tempo voltou a existir. Porque o teu fantasma acabou de partir.

Texto da minha autoria, não copiar sem autorização prévia. Escrito a 31/10/2016.


*Escrevi isto há um ano atrás, na noite de Halloween. Lembro-me bem que nessa noite recusei todos os convites para sair, para poder ficar em casa com a minha guitarra e o meu coração partido. Não toco assim tão bem quanto possa parecer no texto, mas o resto da história é verídica (à exceção da última frase pelo menos na altura não era).  As coisas mudam, e um ano depois, lá vou eu tentar gozar a juventude e ter uma noite divertida. Happy Halloween :) *

7 de agosto de 2017

Que comecem os jogos


Não agarrei na tesoura tão confiante como da última vez. As minhas mãos tremiam enquanto segurava no objeto cortante que, lentamente, desenhava um novo corte no meu cabelo liso castanho. Uma franja lateral fez-me viajar para longe, mas não me impediu de me deixar surpreendida comigo mesma. As minhas superstições são vagas, mas é interessante como um mero bolinho da sorte nos deixa a pensar. "Não acredites em tudo o que leias" é, realmente, algo que faz sentido, mas pergunto-me se isso foi dito para me proteger, ou se é apenas mais um jogo que o acaso criou para deixar a minha cabeça tão confusa como o lavatório da casa de banho, sujo com pedaços de cabelo por toda a parte.
O lavatório foi limpo.
A cabeça?
Let the games begin.

4 de agosto de 2017

O drama de encontrar conhecidos na rua

Uma das minhas maiores irritações é encontrar conhecidos na rua. Odeio, odeio, odeio. Não há assim nenhum motivo em especial, não é que eu tenha algo contra os meus conhecidos, mas como sei que este ódio é algo comum, penso que uma parte de vocês me compreende. Já a minha mãe, ou mesmo o meu pai, encontram alguém na rua, ficam a falar durante horas, e a saída que supostamente deveria durar no máximo 20 minutos, acaba por demorar séculooooos. Nem vale a pena referir os temas de conversa, geralmente começam a falar da pessoa X, e terminam no irmão do vizinho do primo de alguém cujo nome vocês nunca ouviram na vossa vida.

Ora, eu cá arranjei uma estratégia para não encontrar os queridos conhecidos que quero evitar encontrar. Basta ir sempre bem arranjada para todo o lado. Isto faz uma confusão tremenda à minha mãe, acabo sempre por ouvir discursos do género "Athena, porque é que estás toda bem vestida e penteada para ir ao supermercado? E para que é que foste pôr perfume?" Querida mãe, podes não saber, mas o perfume cheira a repelente anti gente chata que dispenso encontrar. Borrifo-a ligeiramente com o dito perfume, e lá vamos nós ao supermercado. E não demoramos mais de quinze minutos. Não podia estar mais feliz! :))

P.S.: Caso não consigam arranjar nenhum perfume do género, podem sempre optar por uma peruca, chapéu e óculos de sol.

2 de agosto de 2017

Séries e Linkin Park

"Ooh baby baby it's a wild world
It's hard to get by just upon a smile"
- Skins, 1x09

Skins e Friends têm sido, sem dúvida alguma, duas séries com a capacidade de me manter presa no meu canto do quarto, a devorar episódios atrás de episódios. Passar de cenas depressivas a outras cheias de gargalhadas está a tornar-se um vício. É um pouco esquisito identificar-me com as personagens que menos têm a ver comigo. Mas é apenas mais um refúgio que consegui encontrar...




A morte de Chester Bennington fez com que, em circunstâncias um pouco infelizes, voltasse a respirar a essência das músicas dos Linkin Park. Fico a pensar em como o meu gosto musical mudou, e como dou graças por isso ahaha. Graças a certas ocasiões da vida, juntamente com uns quantos acasos curiosos, acabei por criar um gosto musical que nunca ninguém imaginou que fosse possível, vindo da minha parte. É tão bom mudar! Mas melhor ainda é saber que, por mais que mude, nunca deixarei de me identificar com a Numb.

Um desabafo está para vir, e estou prestes a soltar algumas fotografias da minha preciosa gaiola (vulgo editor de fotografias VSCO CAM).

«Can't you see that you're smothering me
Holding too tightly
Afraid to lose control
'Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you
Every step that I take is another mistake to you
And every second I waste is more than I can take»

1 de agosto de 2017

Pequenos Devaneios

A cor do bronzeado fica-me bem. Agosto é o último mês completo de férias de verão, e precisa de ser aproveitado. Munida de uma lista de objetivos e um bilhete de expresso, parto amanhã em busca de alguma paz de espírito. É um cliché, porém é necessário. Em breve virá um novo ano letivo repleto de trabalho, e eu não posso deixar que todas as falhas que cometi ao longo do 10º ano se repitam.

Tenho alguma motivação guardada num pequeno pote. Pretendo transportá-lo para onde quer que vá. Alguns números dão comigo em doida, mas eu consigo viver com esse peso. Embora pudesse sempre ser melhor. Escrever aqui com mais frequência será uma realidade que terei que enfrentar este mês. Depois disso, quem sabe... É tudo tão incerto...

Lista de coisas para levar nesta pequena viagem:
- guitarra; ✓
- fones de ouvido; ✓
- lápis de cor e bloco de desenho; ✓
- o tal pote da motivação... ✓

A minha avó vai gostar da minha companhia, tal como eu irei gostar da dela. Sempre gostei, e isso nunca irá mudar. Preciso de estar sozinha com ela por uns tempos, algures, nos arredores da Amadora. Estive duas semanas no Algarve, adoraria mostrar-vos umas fotografias mesmo queridas que tirei por lá. Já somos 101 mermaids a nadar por aqui à dois anos e quase três meses. Vocês são uns amores, a sério! Obrigada por nunca me terem abandonado por muito longas que tenham sido as esperas.

Querida C: Tenho saudades de falar contigo. Deves estar ocupada, mas quando puderes manda mensagem. Espero que ainda leias o meu blogue.
Querido D: Nunca irás ler isto, mas sê gentil e sai da minha cabeça. Pára de invadir a minha mente com momentos imaginários de nós os dois. Não me tortures mais, por favor.
Querida M: Estares a ler isto é tão certo como eu estar a escrever estas palavras. "If we ever stop talking send me a song", por vezes as palavras dos outros dizem mais do que as nossas.

P.S: Alguém sabe de algum site/canal com dicas para aprender a pintar com aguarelas? A parte do coração conectado à minha veia artística começou a palpitar mais depressa. Preciso de pintar...

25 de junho de 2017

Somos todos uma linda flor


FLORES. Desde que me entendo por gente que adoro flores. Penso que é das obras de arte mais bonitas que a natureza pode ter criado. Tal era a panca que eu tinha com as flores, que a inocente e pequenina Athena, que devia ter uns três anos na altura, queria ser florista. Ahahaha, sim, era a minha profissão de sonho, e mantive isso na cabeça durante muitos anos. Uma das coisas mais engraçadas nas flores são o facto de, apesar de terem todas diferentes formas, tamanhos, cores e feitios, são todas absolutamente lindas. 

E quando me apercebo disso, penso para comigo "seria tão bom se todos tivessem a mesma perspetiva em relação ao ser humano". No entanto, num mundo cheio de cravos, tulipas e girassóis, a sociedade continua a eleger apenas as rosas. Fico contente por cada vez haver mais pessoas dispostas a identificar os diferentes tipos de flores no meio da multidão e a afugentá-las das ervas daninhas, ajudando a mostrar ao mundo a sua verdadeira essência. The whole world is a garden, so let's fill it with flowers.

20 de junho de 2017

Summer Jam


Como definir a música que mais me tem viciado? Tem o espírito do verão, mas um pouco da sua essência faz-me lembrar o inverno. Tem o poder de fazer a nostalgia explodir no ar, como se fosse fogo-de-artifício, e faz-me querer reviver os verões já passados. No entanto, ao mesmo tempo, dá-me motivação suficiente para aproveitar cada minuto deste verão que começou à pouco. Com o seu toque à anos 80, enche-me de alegria e vontade de dançar pela noite adentro. Tenho todo o gosto em apresentar-vos "Endless Summer Nights", de Richard Marx. Escutem, que vale a pena. Viciem-se, que faz-vos sentir melhores.


«And I remember how you loved me
Time was all we had until the day we said goodbye
I remember every moment of those endless summer nights»

19 de junho de 2017

Isto é o que acontece quando me imagino num videoclip


É de noite e estou numa rua vazia. A iluminação é fraca, com tons ligeiramente azulados. Tenho vestido um casaco bege, o famoso trench coat, estilo detetive privado. Caminho com as mãos nos bolsos e começo a rodopiar de forma incessante. Encontro-me num campo de morangos, já no fim de uma tarde ensolarada. Todos os movimentos são efetuados em câmara lenta, as minhas mãos passam ao de leve pelas plantas, e levo alguns morangos à boca muito suavemente enquanto olho para um lago que não estava ali antes. Porque é que agora estou a afogar-me, a ir ao fundo? Os pulmões estão rapidamente a encher-se de água, mas eu tento não afogar os momentos mais doces. Vislumbres do passado escapam de forma veloz, e numa tentativa de recomeçar, vejo-me num autocarro. Acabou de fazer uma paragem numa cidade que ainda desconheço. Só me resta partir à descoberta, em busca de um refúgio que me permita fugir das estranhas figuras que insistem em dançar lado a lado, na tentativa de me levar com elas.

"Mas afinal onde estás?", perguntam vocês.
Estou no metro, com os fones nos ouvidos, rodeada de olhares indiscretos que insistem em relembrar-me de que só faço figuras tristes. Se algum dia virem uma pobre criatura a cantar alto demais de forma desafinada em algum transporte público, não tenham vergonha de se apresentar. ahahaha

18 de junho de 2017

New Layout | Saturn's NYC

Bem, olá olá!! Aqui estou eu, de férias, a derreter devido aos 40 graus da minha terrinha, à sombra da bananeira, a escrever no blogue. Até parece mentira eu estar a escrever aqui ahaha


Fui estúpida (ou não) e esqueci-me por completo do 2º aniversário do Saturn's Mermaid, e lamento imenso por isso. Mas acho que nunca é tarde para celebrar, por isso cá estou eu, a escrever e a saltitar por entre palavras soltas há precisamente 2 anos, 1 mês e 6 dias! Que só por acaso é a mesma quantidade de tempo que vocês me andam a aturar! Tenho imenso a agradecer-vos, e eu sei que poderia ficar um post inteiro a falar sobre o amor que vocês me dão, mas penso que, por agora, é suficiente rematar que gosto imenso de todas vocês e que me fazem sorrir imenso com cada comentário. ❤

Ao longo destes dois anos eu mudei imenso, e o blogue mudou comigo. E como eu sou o ciclo das grandes mudanças em pessoa - além de que o verão é a melhor altura para mudar o que quer que seja - eu decidi, mais uma vez, mudar o layout do blogue. Sim, decidi ser "a básica" e voltar ao estilo clean. Digam olá ao Dunga, o gato que está a dançar ao som da minha playlist (NÃO automática, agradeçam-me mais tarde) que reflete maioritariamente o meu amor pelas bandas clássicas. Bem-vindos/as à NYC de Saturno, local onde habita a minha mente, alma e todas as minhas ideias.

Apreciem a estadia e não se esqueçam de dizer o que acharam do layout nos comentários. I love you all to Saturn and back.

4 de junho de 2017

Guns N' Roses em Algés

Guns N' Roses, Algés, 02/06/2017. Foto da minha autoria.
Hoje acordei sofrendo, devido à típica depressão pós concerto. Aqui a menina Athena foi ver os manos do rock, os Guns N' Roses, a Algés. Já sabia que me iria divertir muito, mas mesmo assim fiquei surpreendida. Posso, como todas as certezas do mundo, afirmar que o dia 2 de junho foi o melhor dia que este meu ano de 2017 já conheceu. Esta experiência foi autêntica, completamente fora de série, e será exagerado dizer "brutal"? ahaha

Soube tão bem ver inúmeras pessoas diferentes, apesar de estarem todas vestidas de forma parecida (com o logótipo da banda). Todas ali reunidas pelo amor que temos aos Guns, num ambiente festivaleiro, juro que não podia ter pedido melhor. Fartei-me de dançar, pular e cantar todas as músicas que tocaram ao longo de TRÊS horas. Senti arrepios na espinha cada vez que havia um solo do Slash, o guitarrista mais espetacular de sempre! Os pontos altos do concerto foram sem dúvida, quando tocaram "Sweet Child O' Mine" e "Welcome to the Jungle".

No entanto, para mim, o momento mais fascinante foi quando um desconhecido britânico me perguntou se eu queria ir para as cavalitas dele para ver melhor o palco. Sem hesitar, aceitar, e apenas consigo descrever esses momentos como sendo algo mágico. Ver um monte de cabecinhas à minha frente, mãos no ar a fazer o símbolo do rock, braços levantados que se moviam ao som de November Rain, o maior hino da banda, foi sem dúvida algo que nunca esquecerei, independentemente da quantidade de concertos a que for. Ficarei eternamente grata a esse desconhecido tão simpático!

A Not In This Lifetime Tour está a dar que falar, pois apesar de já se terem passado mais de 20 anos desde que os Guns se separaram, este regresso mostrou que eles continuam rijos e não desapontaram os fãs, e proporcionaram uma noite que ficará no coração de 60 mil pessoas. 💙

5 de maio de 2017

Marionetas


A noite era fria, mas não tanto como o teu coração. O cigarro parecia acolhedor, mas não tanto como os teus abraços. A bebida era amarga, mas não tanto como as tuas palavras. Os teus olhos eram pretos, mas não tanto como o breu da noite. A noite em que me deixei levar por um pensamento meio suicida conhecido por "viver o momento", ainda que não estivesse a curtir nada. A visão já estava turva, e no meio de um mar de gente, só te via a ti.
No entanto, não estavas lá. Maldito álcool, sempre a usar a nossa mente para brincar às marionetas, entre outros tipos de jogos que nos fazem ligar para uma paixão perdida às três da manhã. Ou às quatro. Ou às cinco.
Já não sei o que é ter a noção do tempo, embora saiba onde é que ele vai acabar por nos levar. Com ou sem cigarros, alucinados ou não. Quando as forças superiores se cansam de brincar às marionetas connosco, deitam-nos fora. Não passamos de brinquedos monótonos, com um prazo de validade, cheios de remendos. No entanto, nunca ninguém se lembrou de tentar remendar o coração partido de uma pobre marioneta.

Texto da minha autoria. Não copiar sem autorização prévia. Escrito a 11/02/2017.

1 de maio de 2017

May your May be glorious

Covilhã, abril de 2017. Foto da minha autoria.
Abril foi um mês de altos e baixos, mas foi um mês em que tive a possibilidade de encontrar uma motivação que já procurava há imenso tempo. Nas férias da Páscoa fui à Serra da Estrela, e esses ares do Norte fizeram-me muito bem, vim com a cabeça mais fresca, e disposta a pôr todas as adversidades da minha vida no preto e no branco. Deixar de correr atrás do que não vale a pena.
Agora em maio, é para batalhar muito, levantar algumas notas, fazer um último esforço antes das férias do verão. Custa, devido a estes feriados todos e aos dias ensolarados, mas tem de ser. Pode ser que ajude a motivar aqui a donzela a levantar-se do sofá e ir perder aqui umas gordurinhas de estimação. ahaha

Espero que tenham todas um excelente mês! Ah, e antes que me esqueça, em maio o blogue faz dois anos, e estou a ver se consigo preparar uma surpresa, por isso fiquem de olho por aqui ;)

30 de abril de 2017

Chapéus e Botas


Um leve aroma paira no ar, proveniente da padaria do outro lado da rua. Talvez estejamos numa gelataria. Ou talvez num café. Nenhuma de nós tem bem a certeza, mas isso não é de todo importante. Estamos perdidas no meio da cidade das luzes, mas estamos juntas. Sentadas numa mesa no meio de uma rua desconhecida, a comer um gelado. Sempre preferiste morango, enquanto que o meu sabor predileto é baunilha.
Usas botas de cano alto, e eu um chapéu de abas largas. É a moda parisiense do momento, e conversamos sobre o tudo e o nada. Encontramo-nos numa outra época, longe de tudo o que sempre conhecemos, e juntas lidamos com os olhares indiscretos dos que giram a cabeça para trás, surpreendidos com a a nossa classe. Rimos alto. Cantamos todas as músicas que sempre recomendámos. Temos nas nossas mãos o poder de parar o tempo, e fazemo-lo da forma mais irracional possível. Porque os sonhos nunca foram para serem pensados, mas sim vividos. Não queremos acordar. E não o iremos fazer tão cedo.  O sonho é tão doce como o sabor do gelado. Basta fechar os olhos e fazê-lo perdurar para sempre.

Texto da minha autoria. Não copiar sem autorização prévia. Escrito a 30/04/2017.
Dedicado a uma amiga bastante especial.

28 de abril de 2017

16 coisas que aprendi em 16 anos


Há pouco tempo fiz 16 anos, e decidi compilar uma lista das dezasseis experiências pessoais que me fizeram tirar as minhas próprias conclusões sobre certas surpresas que, por vezes, a vida nos dá (ou tira). Ah, sim, dei-me ao trabalho de escrevê-las pela ordem que as aprendi, ou seja, todos os pontos formam uma espécie de linha temporal.

1- Escutem a opinião dos outros. São muitos os que ouvem, mas raros os que escutam. Aprendam a escutar as diferentes opiniões de cada um e respeitem-nas sempre, mas não tenham medo de discutir se a opinião dos outros for baseada em argumentos completamente vazios.

2- Se alguém disser que vai pensar se vai voltar a ser vosso amigo ou não, esqueçam. Não corram atrás. Deixem ir. Especialmente quando a culpa não é vossa. Sei que dói ouvir coisas destas, mas por vezes são necessárias para nos abrir os olhos e fazer crescer.

3- Tentem sempre fazer melhor. Chuva (e uma ou outra caganita de pássaro) são as únicas coisas que caem do céu, o resto está nas vossas mãos. Por isso estudem, pratiquem, apliquem-se, e quando quiserem desistir, lembrem-se do porquê de terem começado.

4- Palavras magoam. São mais afiadas que facas, e rasgam a alma. No entanto, com o tempo todas elas acabam por desvanecer, e apesar do tempo não apagar o que sentimos quando nos disseram alguma coisa, vai fazer com que aprendamos a aceitar as coisas como elas foram.

5- Os vossos pais vão sempre adivinhar quem são os vossos falsos amigos. Muito antes de vocês. Pela minha experiência, quando ainda estamos naquela fase meio "ilusória", já os vossos pais detetaram a milhas quem é que vos vai desapontar. Prestem atenção a isso.

6- As pessoas crescem e mudam. E muitas vezes acabam por se tornar nas pessoas que disseram que nunca seriam. E com isso eu aprendi que as pessoas a quem um dia chamámos de melhores amigos podem virar meros estranhos.

7- O verão é a melhor altura do ano para fazer uma mudança. Não estou a dizer que os outros dias não o são. Mas acho que toda a gente já se apercebeu que o verão dá uma vibe diferente à vida. Não vale vir com conversas de que a única vibe que o verão vos traz é a da preguiça ahaha

8- Mudanças radicais são importantes. Especialmente se forem súbitas, se vos der na gana, sem terem pensado no assunto antes. Chegar a casa, pegar numa tesoura e cortar o cabelo (por acaso alguém se lembra de quando eu vos contei essa história? ahaha) por vezes pode ter um resultado desastroso, e aí aprendem a não repetir o erro. Mas por outro lado, podem acabar por se surpreender.

9- O vosso gosto musical é o vosso melhor amigo. Tenham a certeza de que ele é bom e que não vos enche os ouvidos com palavras ocas.

10- Os rapazes não são todos iguais. Nem as raparigas. Todas as pessoas têm as suas diferenças. Há gajos que são estúpidos e que muitas vezes nos deixam na merda, mas também há outros que têm a capacidade de nos fazer sorrir e melhorar os nossos dias, seja ou não o vosso namorado. O mesmo se aplica às raparigas.

11- Deixem o orgulho de lado. Sempre fui muito orgulhosa e ainda sou, mas aos poucos aprendi a lidar melhor com isso e a demonstrar o meu arrependimento perante certas situações.

12- As coisas podem sempre ser piores. Por muito má que seja uma determinada situação, ela pode sempre piorar. A Lei de Murphy não dá tréguas.

13- Uma festa nunca matou ninguém. Por isso, não é preciso ter medo de ir a uma. Nunca se sabe o que pode acontecer no frio da noite. No entanto, se decidirem não ir, é na boa, porque deixem-me ser muito honesta e dizer-vos, ninguém quer realmente saber.

14- Não insistam no que não vale a pena. Defendo a teoria de que apenas devem desistir quando não há nada que vos prenda a determinada pessoa ou situação. Se for preciso, bloqueiem o número dele/dela e relaxem.

15- Rodeiem-se de arte. E passo a citar a Rainbow Rowell, "A arte não é suposto ser agradável, é suposto fazer-te sentir algo". Ou seja, seja a música mexida ou triste, apenas escuta e deixa-te levar. Perde a noção do tempo enquanto desenhas, ou escreves, ou fazes o que quer que seja que queiras fazer. Apenas faz a tua arte, à tua maneira e entretém-te.

16- Deitem tudo cá para fora. Irritem-se e zanguem-se, todos temos esse direito. Não vale a pena engolirem o que vos dizem ou fazem, para depois passar uma noite sem dormir pensando no assunto.

Claro que o universo está em constante movimento, assim como nós. Muitas coisas vão continuar a mudar. E espero daqui a uns anos poder voltar a escrever um post deste género. I love you all to Saturn and back. 

19 de abril de 2017

Sixteen Springs

Hey hey hey! A desaparecida encontra-se de regresso à escola, após uns dias muito bem passados na Serra da Estrela, um destino já habitual para esta família na altura da Páscoa. Ninguém tem a noção de como estes dias me souberam pela vida. Longe dos ares que eu estou cansada de respirar. Por vezes sabe bem fugir da rotina, e embora alguns pequenos pormenores acabem sempre por nos perseguir, voltamos muitas vezes com a cabeça mais fresca.

19 de abril de 2001. É a data que consta na minha certidão de nascimento.
Isso significa que hoje é o meu aniversário.
16 primaveras. Dezasseis doces anos.
Não vou começar com um texto nostálgico do género "Parece que foi ontem que...", acreditem, é desnecessário. No entanto, sou perfeitamente capaz de olhar para trás e de perceber o quanto eu mudei. O meu estilo, os meus gostos, as minhas ideias. As minhas atitudes (ou a falta delas), mas especialmente, a minha perspetiva sobre o mundo que nos rodeia.

Talvez este dia não esteja a ser o melhor. Andava tudo a correr tão bem que eu acabei por criar demasiadas expetativas, e como sempre, acabei por me desapontar. E tal como nos outros anos, sinto que é altura de uma mudança. Posso mudar de ninho muitas vezes, mas nada irá mudar se eu continuar a bater as asas da mesma maneira. Só espero que os próximos dias sejam melhores.
 
I'll be back soon. Love you all to Saturn and back.

25 de março de 2017

Homesick for the home I've never had

Encontro-me no mesmo lugar há dias, anos.
Mas nunca me senti tão perdida.
Em todos os aspetos.

Desporto dá saúde e faz crescer, e à conta disso desloquei a rótula. Passo imenso tempo deitada na cama, com a perna esticada. Como muito pouco com medo de engordar, mas como demasiado para não chorar. Passar o dia todo na mesma divisão da casa faz-nos pensar nas coisas mais absurdas, criando problemas inexistentes, ilusões que precisam de ser desfeitas. Acabamos por perceber que estamos sozinhas nesta corrida. E, ao mesmo tempo, acabamos por perceber que escrevemos os sentimentos de uma única pessoa no plural, na esperança de afugentar a nossa solidão.

Podem não acreditar, mas eu inicio a sessão desta conta muitas vezes. Escrevo e reescrevo os meus pensamentos em rascunhos que acabam no lixo. Sinto que nunca consigo encontrar as palavras certas. Ou que mais ninguém iria entender as minhas paranóias esquisitas e inseguranças fúteis. Lembro-me dos tempos em que eu passava aqui horas a desabafar e a escrever sobre as pequenas coisas que me passavam pela cabeça. Saturno era o meu refúgio, mas eu fugi à muito tempo.
A noite será longa. Há muitas coisas que precisam de ser mudadas, e mudanças precisam de ser planeadas. Enquanto a mudança radical não puder acontecer, tenho de mudar umas pequenas coisas ao meu redor.


Os rascunhos serão apagados. Preciso de espaço para novas ideias. E espero poder vir aqui mais vezes. Não posso prometer nada, mas talvez seja seguro dizer que a sereia planeia regressar ao seu planeta.

1 de março de 2017

1 ano sem refrigerantes

Voltar a publicar um post depois de tanto tempo não é de todo fácil. Este último mês passou enquanto o diabo esfrega um olho. Não sei o que escrever, para ser honesta. Mas queria dizer, OLÁ, EU NÃO MORRI, ESTÁ BEM?! Aqui estou eu, a deambular por Saturno novamente, planeta que se encontra de momento vazio. 

Hoje, dia um de março, faz um ano que não bebo refrigerantes - tecnicamente foi a 29 de fevereiro que deixei o hábito, mas como esse dia só decide aparecer uma vez a cada 4 anos, esta é a data assumida.

Enfim, confesso que deixar de beber refrigerantes foi mais fácil do que eu estava à espera. Não houve um motivo em especial, simplesmente deu-me na cabeça "ah, olha, a partir de hoje vou deixar de beber refrigerantes" e assim foi. No entanto, na altura não fazia a mínima ideia de que se passaria um ano desde essa espécie de promessa. 


Nunca tive de fazer nenhum tipo de sacrifício, ao contrário do que aconteceu quando tentei deixar de comer doces (essa missão foi um autêntico fail ahaha), simplesmente passei a beber mais água, e apesar de nunca ter notado grandes mudanças no meu organismo, sei que foi a decisão mais acertada a tomar, porque é do conhecimento geral que bebidas como esse tipo de sumos, coca-colas e por aí além têm grandes quantidades de açúcar e só fazem mal. Apesar de ter a noção de que ficaria mais feliz comigo mesma se conseguisse de uma vez por todas tornar-me uma pessoa saudável e parar de andar a comer porcarias pelos cantos da casa, sinto-me orgulhosa deste pequeno feito. Por isso, caso tenham alguma meta que queiram alcançar para se sentirem melhores com vocês mesmas, não desistam!! I love you all to Saturn and back. ♥