23 de agosto de 2015

Tu Eras Diferente

Eu tinha aquela capacidade especial de ler as pessoas. Não sou nenhuma leitora de mentes, mas conseguia saber o que se passava na alma de tal pessoa só de olhar para os olhos dela.
Sentada no café, olhei para a mulher da mesa do lado, a cuidar da filha pequena. Vi que eu estava a olhar para ela e sorriu-me antes que pudesse desviar o olhar. Descobri a dor nos olhos dela. Reparei que não utilizava aliança. Ela olhou para a filha. Foi o suficiente para perceber que aquela mulher tinha perdido o marido e a filha iria crescer sem pai.
As pessoas podiam mentir-me, dizer que estavam bem, mas eu sabia. Não são precisas nenhumas palavras para comunicar. Estava habituada a ler pessoas. Até tu apareceres. Desde a primeira vez que entraste por aquela porta, eu bem tentei ler-te. Mas não consegui. Tinhas um misto de brilho, mistério, felicidade e medo nos teus olhos. E isso deixou-me confusa, pois normalmente os olhos só nos mostram uma coisa. Foi aí que me apercebi. Tu eras diferente.

*Escrito por mim, se copiarem deixem os créditos*

1 comentário:

  1. Olá,
    Escreves muito bem, adorei o texto, e consigo identificar-me pois sempre tive uma capacidade de ler as pessoas e a maneira como elas pensam sem dizerem nada!!
    Parabéns, nunca deixes de escrever, mesmo que um dia aches que não tens tempo, arranja sempre um bocadinho, quanto mais escreveres mais desenvolves as capacidades fantásticas que já tens!!

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