1 de agosto de 2017

Pequenos Devaneios

A cor do bronzeado fica-me bem. Agosto é o último mês completo de férias de verão, e precisa de ser aproveitado. Munida de uma lista de objetivos e um bilhete de expresso, parto amanhã em busca de alguma paz de espírito. É um cliché, porém é necessário. Em breve virá um novo ano letivo repleto de trabalho, e eu não posso deixar que todas as falhas que cometi ao longo do 10º ano se repitam.

Tenho alguma motivação guardada num pequeno pote. Pretendo transportá-lo para onde quer que vá. Alguns números dão comigo em doida, mas eu consigo viver com esse peso. Embora pudesse sempre ser melhor. Escrever aqui com mais frequência será uma realidade que terei que enfrentar este mês. Depois disso, quem sabe... É tudo tão incerto...

Lista de coisas para levar nesta pequena viagem:
- guitarra; ✓
- fones de ouvido; ✓
- lápis de cor e bloco de desenho; ✓
- o tal pote da motivação... ✓

A minha avó vai gostar da minha companhia, tal como eu irei gostar da dela. Sempre gostei, e isso nunca irá mudar. Preciso de estar sozinha com ela por uns tempos, algures, nos arredores da Amadora. Estive duas semanas no Algarve, adoraria mostrar-vos umas fotografias mesmo queridas que tirei por lá. Já somos 101 mermaids a nadar por aqui à dois anos e quase três meses. Vocês são uns amores, a sério! Obrigada por nunca me terem abandonado por muito longas que tenham sido as esperas.

Querida C: Tenho saudades de falar contigo. Deves estar ocupada, mas quando puderes manda mensagem. Espero que ainda leias o meu blogue.
Querido D: Nunca irás ler isto, mas sê gentil e sai da minha cabeça. Pára de invadir a minha mente com momentos imaginários de nós os dois. Não me tortures mais, por favor.
Querida M: Estares a ler isto é tão certo como eu estar a escrever estas palavras. "If we ever stop talking send me a song", por vezes as palavras dos outros dizem mais do que as nossas.

P.S: Alguém sabe de algum site/canal com dicas para aprender a pintar com aguarelas? A parte do coração conectado à minha veia artística começou a palpitar mais depressa. Preciso de pintar...

25 de junho de 2017

Somos todos uma linda flor


FLORES. Desde que me entendo por gente que adoro flores. Penso que é das obras de arte mais bonitas que a natureza pode ter criado. Tal era a panca que eu tinha com as flores, que a inocente e pequenina Athena, que devia ter uns três anos na altura, queria ser florista. Ahahaha, sim, era a minha profissão de sonho, e mantive isso na cabeça durante muitos anos. Uma das coisas mais engraçadas nas flores são o facto de, apesar de terem todas diferentes formas, tamanhos, cores e feitios, são todas absolutamente lindas. 

E quando me apercebo disso, penso para comigo "seria tão bom se todos tivessem a mesma perspetiva em relação ao ser humano". No entanto, num mundo cheio de cravos, tulipas e girassóis, a sociedade continua a eleger apenas as rosas. Fico contente por cada vez haver mais pessoas dispostas a identificar os diferentes tipos de flores no meio da multidão e a afugentá-las das ervas daninhas, ajudando a mostrar ao mundo a sua verdadeira essência. The whole world is a garden, so let's fill it with flowers.

20 de junho de 2017

Summer Jam


Como definir a música que mais me tem viciado? Tem o espírito do verão, mas um pouco da sua essência faz-me lembrar o inverno. Tem o poder de fazer a nostalgia explodir no ar, como se fosse fogo-de-artifício, e faz-me querer reviver os verões já passados. No entanto, ao mesmo tempo, dá-me motivação suficiente para aproveitar cada minuto deste verão que começou à pouco. Com o seu toque à anos 80, enche-me de alegria e vontade de dançar pela noite adentro. Tenho todo o gosto em apresentar-vos "Endless Summer Nights", de Richard Marx. Escutem, que vale a pena. Viciem-se, que faz-vos sentir melhores.


«And I remember how you loved me
Time was all we had until the day we said goodbye
I remember every moment of those endless summer nights»

19 de junho de 2017

Isto é o que acontece quando me imagino num videoclip


É de noite e estou numa rua vazia. A iluminação é fraca, com tons ligeiramente azulados. Tenho vestido um casaco bege, o famoso trench coat, estilo detetive privado. Caminho com as mãos nos bolsos e começo a rodopiar de forma incessante. Encontro-me num campo de morangos, já no fim de uma tarde ensolarada. Todos os movimentos são efetuados em câmara lenta, as minhas mãos passam ao de leve pelas plantas, e levo alguns morangos à boca muito suavemente enquanto olho para um lago que não estava ali antes. Porque é que agora estou a afogar-me, a ir ao fundo? Os pulmões estão rapidamente a encher-se de água, mas eu tento não afogar os momentos mais doces. Vislumbres do passado escapam de forma veloz, e numa tentativa de recomeçar, vejo-me num autocarro. Acabou de fazer uma paragem numa cidade que ainda desconheço. Só me resta partir à descoberta, em busca de um refúgio que me permita fugir das estranhas figuras que insistem em dançar lado a lado, na tentativa de me levar com elas.

"Mas afinal onde estás?", perguntam vocês.
Estou no metro, com os fones nos ouvidos, rodeada de olhares indiscretos que insistem em relembrar-me de que só faço figuras tristes. Se algum dia virem uma pobre criatura a cantar alto demais de forma desafinada em algum transporte público, não tenham vergonha de se apresentar. ahahaha

18 de junho de 2017

New Layout | Saturn's NYC

Bem, olá olá!! Aqui estou eu, de férias, a derreter devido aos 40 graus da minha terrinha, à sombra da bananeira, a escrever no blogue. Até parece mentira eu estar a escrever aqui ahaha


Fui estúpida (ou não) e esqueci-me por completo do 2º aniversário do Saturn's Mermaid, e lamento imenso por isso. Mas acho que nunca é tarde para celebrar, por isso cá estou eu, a escrever e a saltitar por entre palavras soltas há precisamente 2 anos, 1 mês e 6 dias! Que só por acaso é a mesma quantidade de tempo que vocês me andam a aturar! Tenho imenso a agradecer-vos, e eu sei que poderia ficar um post inteiro a falar sobre o amor que vocês me dão, mas penso que, por agora, é suficiente rematar que gosto imenso de todas vocês e que me fazem sorrir imenso com cada comentário. ❤

Ao longo destes dois anos eu mudei imenso, e o blogue mudou comigo. E como eu sou o ciclo das grandes mudanças em pessoa - além de que o verão é a melhor altura para mudar o que quer que seja - eu decidi, mais uma vez, mudar o layout do blogue. Sim, decidi ser "a básica" e voltar ao estilo clean. Digam olá ao Dunga, o gato que está a dançar ao som da minha playlist (NÃO automática, agradeçam-me mais tarde) que reflete maioritariamente o meu amor pelas bandas clássicas. Bem-vindos/as à NYC de Saturno, local onde habita a minha mente, alma e todas as minhas ideias.

Apreciem a estadia e não se esqueçam de dizer o que acharam do layout nos comentários. I love you all to Saturn and back.

4 de junho de 2017

Guns N' Roses em Algés

Guns N' Roses, Algés, 02/06/2017. Foto da minha autoria.
Hoje acordei sofrendo, devido à típica depressão pós concerto. Aqui a menina Athena foi ver os manos do rock, os Guns N' Roses, a Algés. Já sabia que me iria divertir muito, mas mesmo assim fiquei surpreendida. Posso, como todas as certezas do mundo, afirmar que o dia 2 de junho foi o melhor dia que este meu ano de 2017 já conheceu. Esta experiência foi autêntica, completamente fora de série, e será exagerado dizer "brutal"? ahaha

Soube tão bem ver inúmeras pessoas diferentes, apesar de estarem todas vestidas de forma parecida (com o logótipo da banda). Todas ali reunidas pelo amor que temos aos Guns, num ambiente festivaleiro, juro que não podia ter pedido melhor. Fartei-me de dançar, pular e cantar todas as músicas que tocaram ao longo de TRÊS horas. Senti arrepios na espinha cada vez que havia um solo do Slash, o guitarrista mais espetacular de sempre! Os pontos altos do concerto foram sem dúvida, quando tocaram "Sweet Child O' Mine" e "Welcome to the Jungle".

No entanto, para mim, o momento mais fascinante foi quando um desconhecido britânico me perguntou se eu queria ir para as cavalitas dele para ver melhor o palco. Sem hesitar, aceitar, e apenas consigo descrever esses momentos como sendo algo mágico. Ver um monte de cabecinhas à minha frente, mãos no ar a fazer o símbolo do rock, braços levantados que se moviam ao som de November Rain, o maior hino da banda, foi sem dúvida algo que nunca esquecerei, independentemente da quantidade de concertos a que for. Ficarei eternamente grata a esse desconhecido tão simpático!

A Not In This Lifetime Tour está a dar que falar, pois apesar de já se terem passado mais de 20 anos desde que os Guns se separaram, este regresso mostrou que eles continuam rijos e não desapontaram os fãs, e proporcionaram uma noite que ficará no coração de 60 mil pessoas. 💙