8 de janeiro de 2017

O Jardim dos Corações Partidos

Um dos meus melhores conselhos é: quando não se conseguirem expressar pelas vossas próprias palavras, procurem conforto nas palavras dos outros.
"Aquele jardim de rosas negras como a noite
com pétalas banhadas por mágoas e açoites
onde sorrisos são lendas
jazem corações partidos, lembra?

Um lugar sem cores ou traços
sem desejos ou anseios
pessoas sem faces e identidades
perderam o seu rumo por falta da verdade
por falta da esperança, por abandono e demência
por medo da insistência, por abstinência...viver sem estar vivo, viver por existir, mas não por sentir...
Eis o jardim dos corações partidos, enfim.
Onde os grandes amores, não passam de grandes temores."

Escrito por: Dalton Menezes

3 de janeiro de 2017

i wanna runaway with you


Há precisamente um ano atrás, a propósito do início do 2º período escolar, escrevi aqui no blogue o seguinte: "Procura-se companheira que esteja disposta a abandonar a escola comigo e levar uma vida pacata viajando sem rumo nem destino. Preparados para terem uma thug life? Os interessados deverão contactar-me." Um ano mais tarde, o anúncio mantém-se de pé, pois se há coisa para a qual eu não tenho pachorra é para levantar cedo quando está um frio do caraças lá fora. Mas se vos dissesse que estou 100% triste para regressar à escola, estaria a mentir. Há pessoas que quero voltar a ver, pessoas que me fazem rir. Passar os dias de pijama em casa, por muito confortável que seja, acaba por se tornar aborrecido. Finalmente posso sentir que gosto da escola, e vocês não fazem ideia do quão gratificante isso é.

Mas, se não for para ir para a escola, que seja para passear por aí, com alguma de vocês. Aguardo as vossas respostas, caso contrário terei de ficar por aqui e virar nerd! I love you all to Saturn and back. ♥

1 de janeiro de 2017

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Boa tarde minhas mermaids. Será que alguém está a ler isto? Desculpem a pouca originalidade do título. Nem imaginam as saudades que eu tenho do ambiente da blogosfera. Após tanto tempo sem vir aqui, sinto-me uma perfeita forasteira que andou a vagabundear pelas ruas do universo à procura de algo que não encontrou, e agora que está de volta a casa, reparou que muita coisa mudou. 

Tenho a perfeita noção de que ganhei o prémio de "Pior Blogger de 2016", e a culpa é toda minha, pois após tantas promessas sobre posts novos e regressos definitivos, acabei por não o fazer. Posso ter colocado as culpas em cima da escola, da falta de tempo, mas aqui para nós, estes não foram os únicos motivos, apesar de terem contribuído fortemente para o meu afastamento da blogosfera. A falta de motivação foi, sem sombra de dúvidas, algo que se apoderou de mim. Durante imenso tempo andei por aí sem saber o que fazer comigo. Um coração partido, demasiadas preocupações e uma quantidade exagerada de stress escolar não me deixavam dormir à noite. Agora que essa situação já está mais ultrapassada - embora ainda não esteja a 100% - vejo que foi estúpido deixar que coisas tão pequenas e fúteis me tivessem deixado no estado em que estava.

Para 2017, não irei definir metas a longo prazo. Embora tenha realizado uma grande parte das metas de 2016, decidi não criar objetivos para ir cumprindo ao longo do ano. Ao invés disso, penso que mais vale optar por pequenas metas que consegues realizar de um dia para o outro, porque parecendo ou não, são essas coisas que no fim do dias nos fazem felizes.

Juro que não consigo entender porque é que toda a gente andou por aí a dizer que 2016 tinha sido um ano horrível. Apesar de tudo, 2016 foi um dos melhores anos que já vivi. Aconteceram-me coisas fantástica, ocorreram mudanças que também acabaram por me mudar pela positiva, conheci pessoas maravilhosas e tive experiências incríveis. Agora é só esperar para ver o que 2017 tem para oferecer. Espero que este ano nos surpreenda a todas pela positiva. Não criem demasiadas expetativas, deem muitas gargalhadas e sejam felizes sem esperar demasiado dos outros. 

Desejo a todas vocês um excelente ano novo minhas mermaids!

19 de novembro de 2016

Filme | Montros Fantásticos e Onde Encontrá-los

Boa tarde minhas mermaids, que saudade que eu tinha de falar com vocês! 💕 Escusado será culpar a escola, nas últimas semanas tenho tido tantas coisas para fazer, e raramente consigo arranjar um tempo para vir ao blogue... Mas, falando de outras coisas, hoje vim contar-vos o que achei da mais recente estreia no cinema, "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los".

A história passa-se setenta anos antes de Harry Potter ir para Hogwarts, tratando-se de um spinoff que dará origem a uma nova saga composta por cinco filmes. O desenrolar da história dá-se em Nova Iorque, onde Newt Scamander, um "magizoólogo" britânico, tenta encontrar as criaturas mágicas que protege a todo o custo, escondendo-as dentro da sua mala aparentemente normal. No meio da sua "caça" aos ditos cujos, acaba por se cruzar com outros feiticeiros e alguns não mágicos, tentando acima de tudo não expor  a comunidade feiticeira ao mundo dos muggles.

Sou um pouco suspeita para falar deste filme, pois se já me seguem há algum tempo sabem lindamente que eu amo tudo o que esteja relacionado com o universo do Harry Potter. E este filme não foi exceção. No entanto, superou todas as minhas expetativas.

Para começar, achei o elenco fantástico, mas tenho de destacar o trabalho de Eddie Redmayne, que desempenhou o papel da personagem principal de uma forma bastante genuína. Eu apaixonei-me pelo Newt, aquelas sardas, o sotaque britânico, juntamente com a sua personalidade tímida e misteriosa, resulta numa personagem extremamente cativante ou não fosse o Eddie o excelente ator que é.


Em segundo lugar, o ambiente de cada cena. Numa Nova Iorque dos anos 20, é perfeitamente normal que o ambiente seja diferente do de Hogwarts, pois aqui não vemos pessoas a aprender magia, mas sim a aplicá-la em várias situações do dia-a-dia, quer seja para se defender ou para tarefas mais banais, como por exemplo, cozinhar. O filme tem imensos momentos hilariantes, em grande parte provocados pelo muggle Jacob Kowalski, que a princípio se encontra surpreendido ao deparar-se com um mundo de magia, no entanto também existem partes um tanto assustadoras, que (exagero meu) parecem saídas de um filme do Exorcista.

Como não podia deixar de referir, os efeitos especiais estão espetaculares, embora pense que os da saga Harry Potter são melhores. Confesso que houve algumas partes onde fiquei desiludida, especialmente quando houve o típico momento "então mas eles não se vão beijar?", porém, este foi só o primeiro filme, e tenho a certeza que ainda acontecerá muita coisa. 

Recomendo o filme à viva força, mesmo que nunca tenham visto nenhum da saga "Harry Potter" (só uma pergunta: em que planeta vivem?), pois esta história pouco ou nada tem a ver com a saga original. Numa escala de 0 a 10, a pontuação deste filme é de 9¾. (desculpem, não resisti ahaha)

Espero que tenham gostado deste post. Já viram o filme, ou estão a pensar em ir ver? Contem-me o que acharam nos comentários! I love you all to Saturn and back. ♥

8 de novembro de 2016

Para a "Su"

Na lateral de uma das minhas prateleiras, no meu quarto, encontra-se lá colado um desenho. O contorno negro e delicado, juntamente com a aguarela cor púrpura, decoram o papel originalmente branco, formando uma ilustração de uma bela menina saída de um livro mangá. Esse desenho foi-me oferecido por uma pessoa muito especial. Pelo menos, costumava ser. Ela mudou. Arranjou umas roupas janotas, viciou-se em música country. Conheceu novas pessoas e esqueceu-se da data do meu aniversário. E mais tarde, acabaria por esquecer o meu nome.

Ela mudou, mas o desenho não. A menina, carinhosamente apelidada de "Su", continua a ter o mesmo olhar misterioso. As suas madeixas escuras persistem em destacar o seu cabelo roxo. O traço fino do seu sorriso ligeiro e fechado permanece no seu devido lugar.

Há coisas que mudam e outras não. Talvez, de vez em quando, nos devamos agarrar às que nunca mudaram, sempre na esperança de que as coisas mudadas acabem por regressar a nós. Talvez, de vez em quando, ser iludida não faça mal a ninguém.

Texto da minha autoria, não copiar sem autorização prévia. Escrito a 22/9/16.

6 de novembro de 2016

Memórias do Presente


São memórias de há um ano atrás, mas eu vivo-as como se fossem o presente.
Árvores. Estamos rodeadas de árvores. Ramos sendo espezinhados ocupa a posição do nosso barulho de fundo. É possível ouvir duas respirações cansadas e profundas. Corremos como se estivéssemos a fugir de uma monstruosidade, mas na verdade, estamos apenas a esquivar-nos das responsabilidades. Estás com pressa e queres mostrar-me caminhos que ainda desconheço. É o nosso último dia e todos os segundos devem ser aproveitados.

Finalmente paramos, ofegantes. O céu pintou-se de cinzento, e isso refletiu-se no mar. Estamos no ponto mais alto da encosta. Sentamo-nos à sua beira e colocamos os pés do lado de fora. É perigoso, mas nós não queremos saber. Somos duas jovens e a adrenalina de quebrar as regras está no nosso sangue. Falamos sobre o tudo e o nada. O sol aparece e reflete os seus raios no mar, agora de um azul límpido.
São memórias de há um ano atrás, mas eu vivo-as como se fossem o presente.

Texto da minha autoria, não copiar sem autorização prévia. Escrito a 23/10/2016.