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19 de fevereiro de 2018

Uma forma meio lamechas de dizer "olá"

Foto da minha autoria. Estação do Rossio, Lisboa. 3/12/2017.
Eu escrevo. Eu estudo, eu oiço música, eu tento (a muito custo) manter as séries em dia. Eu durmo, eu rio de tudo e do nada, eu choro. Eu leio, eu apaixono-me, e acabo por sentir que o meu coração está partido. Eu encosto a cabeça na janela fria do autocarro, e observo a "corrida" das gotas de água, não para ver qual delas é a vencedora, mas para ver se os seus caminhos acabam por se cruzar. Eu não mergulho de cabeça, eu entro na água com um estrondoso salto mortal. Eu vou ao fundo muitas vezes, mas acabo sempre por regressar. As indecisões da vida preenchem os meus dias, e estes ora são ocupados, ora são vazios. E de vez em quando, assim de rompante, um pensamento invade a minha mente.
«- Athena, nunca mais escreveste nada no Saturn's Mermaid.
- Ah, pois é. O meu cantinho. Logo arranjo tempo.
- "Logo..."»

Tenho tantas novidades para vos contar... :D

31 de outubro de 2017

Halloweird

Onze da noite. Olhos pesados. Uma luz trémula ilumina o quarto, desarrumado, como sempre. As cordas tocam sons repetidos, por entre os dedos suaves de uma miúda qualquer, tão desleixada como o espaço que a rodeia. Expetativas altas, decepções graves.
A campainha interrompe a melodia triste e melancólica. Abro a porta, e caio no erro de esperar ver a tua cara. Fantasmas pedem por doçura ou travessura. Esqueci-me que estamos na noite mais assustadora do ano. Porque só tu, para me fazeres esquecer da existência do tempo, ao pensar em ti. Não comprei doces, e rezo para que a travessura sejas tu. Pensamentos idiotas, agora afagados por uma outra melodia qualquer que viaja por entre o quarto. Será que para ti é Halloween todos os dias? Não tenho o doce que procuras, e em troca, és travesso, e decides brincar com o meu coração partido.
As cordas encontram-se silenciosas. É possível ouvir o tic tac do relógio. O tempo voltou a existir. Porque o teu fantasma acabou de partir.

Texto da minha autoria, não copiar sem autorização prévia. Escrito a 31/10/2016.


*Escrevi isto há um ano atrás, na noite de Halloween. Lembro-me bem que nessa noite recusei todos os convites para sair, para poder ficar em casa com a minha guitarra e o meu coração partido. Não toco assim tão bem quanto possa parecer no texto, mas o resto da história é verídica (à exceção da última frase pelo menos na altura não era).  As coisas mudam, e um ano depois, lá vou eu tentar gozar a juventude e ter uma noite divertida. Happy Halloween :) *

7 de agosto de 2017

Que comecem os jogos


Não agarrei na tesoura tão confiante como da última vez. As minhas mãos tremiam enquanto segurava no objeto cortante que, lentamente, desenhava um novo corte no meu cabelo liso castanho. Uma franja lateral fez-me viajar para longe, mas não me impediu de me deixar surpreendida comigo mesma. As minhas superstições são vagas, mas é interessante como um mero bolinho da sorte nos deixa a pensar. "Não acredites em tudo o que leias" é, realmente, algo que faz sentido, mas pergunto-me se isso foi dito para me proteger, ou se é apenas mais um jogo que o acaso criou para deixar a minha cabeça tão confusa como o lavatório da casa de banho, sujo com pedaços de cabelo por toda a parte.
O lavatório foi limpo.
A cabeça?
Let the games begin.

5 de maio de 2017

Marionetas


A noite era fria, mas não tanto como o teu coração. O cigarro parecia acolhedor, mas não tanto como os teus abraços. A bebida era amarga, mas não tanto como as tuas palavras. Os teus olhos eram pretos, mas não tanto como o breu da noite. A noite em que me deixei levar por um pensamento meio suicida conhecido por "viver o momento", ainda que não estivesse a curtir nada. A visão já estava turva, e no meio de um mar de gente, só te via a ti.
No entanto, não estavas lá. Maldito álcool, sempre a usar a nossa mente para brincar às marionetas, entre outros tipos de jogos que nos fazem ligar para uma paixão perdida às três da manhã. Ou às quatro. Ou às cinco.
Já não sei o que é ter a noção do tempo, embora saiba onde é que ele vai acabar por nos levar. Com ou sem cigarros, alucinados ou não. Quando as forças superiores se cansam de brincar às marionetas connosco, deitam-nos fora. Não passamos de brinquedos monótonos, com um prazo de validade, cheios de remendos. No entanto, nunca ninguém se lembrou de tentar remendar o coração partido de uma pobre marioneta.

Texto da minha autoria. Não copiar sem autorização prévia. Escrito a 11/02/2017.

30 de abril de 2017

Chapéus e Botas


Um leve aroma paira no ar, proveniente da padaria do outro lado da rua. Talvez estejamos numa gelataria. Ou talvez num café. Nenhuma de nós tem bem a certeza, mas isso não é de todo importante. Estamos perdidas no meio da cidade das luzes, mas estamos juntas. Sentadas numa mesa no meio de uma rua desconhecida, a comer um gelado. Sempre preferiste morango, enquanto que o meu sabor predileto é baunilha.
Usas botas de cano alto, e eu um chapéu de abas largas. É a moda parisiense do momento, e conversamos sobre o tudo e o nada. Encontramo-nos numa outra época, longe de tudo o que sempre conhecemos, e juntas lidamos com os olhares indiscretos dos que giram a cabeça para trás, surpreendidos com a a nossa classe. Rimos alto. Cantamos todas as músicas que sempre recomendámos. Temos nas nossas mãos o poder de parar o tempo, e fazemo-lo da forma mais irracional possível. Porque os sonhos nunca foram para serem pensados, mas sim vividos. Não queremos acordar. E não o iremos fazer tão cedo.  O sonho é tão doce como o sabor do gelado. Basta fechar os olhos e fazê-lo perdurar para sempre.

Texto da minha autoria. Não copiar sem autorização prévia. Escrito a 30/04/2017.
Dedicado a uma amiga bastante especial.

8 de janeiro de 2017

O Jardim dos Corações Partidos

Um dos meus melhores conselhos é: quando não se conseguirem expressar pelas vossas próprias palavras, procurem conforto nas palavras dos outros.
"Aquele jardim de rosas negras como a noite
com pétalas banhadas por mágoas e açoites
onde sorrisos são lendas
jazem corações partidos, lembra?

Um lugar sem cores ou traços
sem desejos ou anseios
pessoas sem faces e identidades
perderam o seu rumo por falta da verdade
por falta da esperança, por abandono e demência
por medo da insistência, por abstinência...viver sem estar vivo, viver por existir, mas não por sentir...
Eis o jardim dos corações partidos, enfim.
Onde os grandes amores, não passam de grandes temores."

Escrito por: Dalton Menezes

8 de novembro de 2016

Para a "Su"

Na lateral de uma das minhas prateleiras, no meu quarto, encontra-se lá colado um desenho. O contorno negro e delicado, juntamente com a aguarela cor púrpura, decoram o papel originalmente branco, formando uma ilustração de uma bela menina saída de um livro mangá. Esse desenho foi-me oferecido por uma pessoa muito especial. Pelo menos, costumava ser. Ela mudou. Arranjou umas roupas janotas, viciou-se em música country. Conheceu novas pessoas e esqueceu-se da data do meu aniversário. E mais tarde, acabaria por esquecer o meu nome.

Ela mudou, mas o desenho não. A menina, carinhosamente apelidada de "Su", continua a ter o mesmo olhar misterioso. As suas madeixas escuras persistem em destacar o seu cabelo roxo. O traço fino do seu sorriso ligeiro e fechado permanece no seu devido lugar.

Há coisas que mudam e outras não. Talvez, de vez em quando, nos devamos agarrar às que nunca mudaram, sempre na esperança de que as coisas mudadas acabem por regressar a nós. Talvez, de vez em quando, ser iludida não faça mal a ninguém.

Texto da minha autoria, não copiar sem autorização prévia. Escrito a 22/9/16.

6 de novembro de 2016

Memórias do Presente


São memórias de há um ano atrás, mas eu vivo-as como se fossem o presente.
Árvores. Estamos rodeadas de árvores. Ramos sendo espezinhados ocupa a posição do nosso barulho de fundo. É possível ouvir duas respirações cansadas e profundas. Corremos como se estivéssemos a fugir de uma monstruosidade, mas na verdade, estamos apenas a esquivar-nos das responsabilidades. Estás com pressa e queres mostrar-me caminhos que ainda desconheço. É o nosso último dia e todos os segundos devem ser aproveitados.

Finalmente paramos, ofegantes. O céu pintou-se de cinzento, e isso refletiu-se no mar. Estamos no ponto mais alto da encosta. Sentamo-nos à sua beira e colocamos os pés do lado de fora. É perigoso, mas nós não queremos saber. Somos duas jovens e a adrenalina de quebrar as regras está no nosso sangue. Falamos sobre o tudo e o nada. O sol aparece e reflete os seus raios no mar, agora de um azul límpido.
São memórias de há um ano atrás, mas eu vivo-as como se fossem o presente.

Texto da minha autoria, não copiar sem autorização prévia. Escrito a 23/10/2016.

30 de outubro de 2016

Skies Are Cryinng

Foi um dia muito confuso. Não me lembro de todos os detalhes que me levaram à loucura extrema. Pensei em fazer muita coisa nesse dia. E nenhuma delas era uma coisa boa. Olhava para a estrada lá de baixo como se fosse o fim sem fim. Inalava os pedaços de morte vindos da janela da vizinha, que por sua vez largava pequenas bolas de fumo como um pequeno dragão a aprender a libertar as suas labaredas. Naquele dia, eu era o céu, e caíam muitas gotas de água por entre as nuvens escuras como breu. Música psicadélica havia preenchido a minha noite em branco. Estava deitada no sofá, a pensar numa forma de acabar com tudo sem passar por muito. Subitamente, o edifício onde me encontrava ruiu. Fendas abriam-se por entre o chão de madeira e eu caí juntamente com toda a gente. E de repente, acordei. Tudo não passava de um sonho. Nada é real. Nada faz sentido num mundo tão insano como este.

Texto da minha autoria, não copiar sem autorização prévia. Escrito a 13/9/2016.

13 de setembro de 2016

Girl

"Era delicada e desajeitada, sua voz era irritante, porém viciante. Cantarolava músicas imaginárias e criava incógnitas inexistentes. Perpetuava sua beleza, transbordava seus sentimentos e buscava a perfeição. Era totalmente o contrário que dizia ser, um eterno oposto sem contrário. Tinha o poder de dominar, mas nunca soube de verdade como o usar. Vivia se iludindo e se enganando, a tristeza era algo que sempre a manteve em silêncio, sempre odiei isso. Ela dizia que aqui não era o seu lugar, se mudou para bem longe. Deixou saudades, vontades, e verdades. Foi viver quem queria ser, sem saber que sempre foi a garota dos meus sonhos."


Escrito por Bruna Vieira, a 3/11/2009
Encontrado em: Depois dos Quinze

A escola começa oficialmente dia 16, mas há uma apresentação dia 15. Os planos são simples. Estudar todos os dias, sorrir sempre, não responder de forma brusca - ok, este não é assim tão fácil, mas vou tentar - ser amiga de todos, não confiar segredos nem sentimentos a ninguém. Espero que todas vocês tenham um excelente regresso às aulas. <3

3 de agosto de 2016

“hey little girl, don't look so sad, this is not the end”


As lágrimas escorrem pelo seu rosto abaixo, formando uma piscina de medos e lamentações. Dezenas de pessoas nadam por entre todas essas inseguranças e mágoas que a destroem, a pouco e pouco. Ela não se encontra bem, e por isso vai fazer uma pausa no blogue. Talvez se arrependa disso na manhã seguinte, após dormir sobre o assunto, porém de momento parece-lhe a coisa mais acertada a fazer. Talvez ela aproveite esse tempo fora da internet para ir a Saturno e regressar com uma parte da sua personalidade há muito perdida. Ou talvez ela precise apenas de se afastar do mundo que a rodeia. Seja qual for o motivo dela, ela promete que voltará, sem falta, dia dezassete de agosto. E deseja que todas as suas sereias sejam felizes enquanto ela não conseguir ser.

1 de agosto de 2016

Sereias


"Sereias são belas, mas nem sempre são felizes. Jogam sua rede ao mar. Conquistam e voltam a pescar. O importante é o seduzir e nunca contentar-se. Sereias é a versão feminina dos famosos conquistadores. Do famoso dom Juan. Auto-estima baixa que se eleva a cada nova conquista e a abstinência as fazem atravessar vidas. Quem nunca ouviu e se surpreendeu e se encantou com o canto da Sereia?"

Escrito por Edson Luiz

17 de julho de 2016

Karma Never Disappears


Cheguei ao nosso esconderijo secreto. E estive à tua espera. Como se estivesse a falar contigo, pensava "será que chegaste?". Não te vi, nem a ti nem a ninguém. "Será que desapareceste?", interroguei-me. Decidi  ligar-te, afinal talvez não fosses a pessoa mais pontual do mundo. Porém, a chamada foi parar, no mesmo instante, ao voicemail. Achei um pouco estranho, dado que nunca largas o telemóvel. Esperei, esperei e esperei, durante horas que pareciam anos. Vim-me embora, e após dias continuei sem saber de ti. Desapareceste. E escrevo-te agora para dizer que escusas de voltar a "ressurgir das cinzas" porque, meu amor, o karma paga sempre na mesma moeda.

*Texto fictício. Escrito por mim, se copiarem creditem. Só os verdadeiros olhos conseguirão ver o significado por detrás deste texto, porque não é o que aparenta, apesar de a mensagem estar bem especificada.*

16 de julho de 2016

Sink or Swim

"Sink me in a river at dawn
Send me away with the words of a love song"
The Band Perry in “If I Die Young”
O teu coração não está suficientemente partido. Ainda não. Para concluir essa complicada - mas ao mesmo tempo tão simples - missão, tenho a ajuda preciosa de três ondas. Virão até ao teu pé e, com todas as suas forças, derrubar-te-ão. E quando voltaram a mim, o divino Deus dos Mares, disseram que nunca lhes dei tarefa mais fácil, porque tu afogaste-te em segundos. A mais sensata das três ondas, sussurrou ao meu ouvido "Ela não fez questão de se defender. Apenas gritou bem baixinho por ajuda." A partir daí passei o resto da minha vida a interrogar-me se eras alguma sereia, ou um simples ser humano.

*Escrito por mim, se copiarem creditem. Honestamente?, já tinha saudades de escrever sobre temas depressivos (creepy, I know) mas espero que tenham gostado. Estou a passar uns dias no Algarve, não garanto vir aqui todos os dias.*

12 de junho de 2016

Ajudem o Mundo

"Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve.
Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite.
Descubra uma fonte e faça banhar-se quem vive no lodo.
Pegue uma lágrima e ponha-a no rosto de quem jamais chorou.
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar.
Descubra a vida e narre-a a quem não sabe entendê-la.
Pegue a esperança e viva na sua luz.
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar.
Descubra o amor e faça-o conhecer ao mundo."

Escrito por Desconhecido
Encontrado no site Pensador

1 de junho de 2016

Childhood


Infância. Uma palavra que mexe com toda a gente. Preciosos anos. Mas para onde foram eles? Vejo-os a afastarem-se a passos cada vez mais largos. 

Lembras-te de quando não havia responsabilidades, nem complexos, nem intrigas? De quando fazias amizade com toda a gente? Lembras-te de quando a única tristeza era não poder ver desenhos animados de manhã, e a maior dor que sentias era quando esfolavas o joelho?

Quando era pequena, tinha um diário em que me fartava de desenhar e escrevia uma frase a falar do meu dia. Numa dessas páginas velhas, escrevi em tempos: "Descobri que sou uma sereia de verdade". Escrevi aquilo porque na altura, eu via uma série de desenhos animados que gostava imenso, as Mermaid Melody, cuja história falava de princesas sereias que viviam no mar, que encontrava dividido em reinos.

Hoje já não sei quem sou. Não sou princesa, nem sereia, e às vezes pergunto-me se serei humana. Porém, esses preciosos anos, continuam e continuarão presentes no nosso coração, apesar de o tempo já os ter colhido a todos.

*Texto da minha autoria, se copiarem creditem. Talvez o texto vos possa parecer familiar, retirei-o do meu antigo blogue, mas levou umas alterações. E já agora, feliz dia da criança!*

22 de fevereiro de 2016

Happy BDay Grandfather

Oitenta e três. No geral pode parecer um número pequeno, mas para alguém como tu, significa tanto. Ainda não me contaste metade da tua vida, metade dos trinta mil e trezentos dias que já viveste. Eu quero saber mais. Quero saber mais sobre o velhinho de olhos com a cor de um azul profundo, (que eu invejo imenso, a propósito) a quem eu chamo avô. Quero que me contes qual a sensação de estares acordado há mais de oitenta anos.

Um dia, há muito tempo atrás, foste jovem. Eras um homem muito elegante, o que prova que a tua mulher, a quem eu chamo avó, sempre teve muito bom gosto. Isso não mudou. Continuas a ser elegante, embora de uma maneira diferente. Continuas a ser engraçado, mesmo que contes as mesmas piadas vezes sem conta. Continuas a ser jovem, porque o brilho da juventude ainda não te desapareceu dos olhos!

Muito obrigada por me empurrares no baloiço quando eu era mais pequena. Por brincares comigo às escondidas. Por responderes a todas as minhas perguntas sobre as viagens que já fizeste, os sítios onde trabalhaste. Obrigada por me ensinares uma palavra ou outra em latim. Obrigada por continuares aqui, com toda a tua energia e força. Obrigada por seres meu avô.

*Feliz aniversário avô <3*
** Escrito por mim, se copiarem deixem os créditos**

10 de janeiro de 2016

1001 Faces


Talvez eu seja uma pessoa calada e tímida. Talvez seja uma pessoa risonha e chorona. Talvez seja alguém calmo e extrovertido. "Mas como posso eu saber quem tu és realmente?", perguntas tu. Bom, tu não sabes. Nunca vais saber.
Os japoneses dizem que cada ser humano tem três faces: a que mostramos a toda a gente, a que mostramos aos nossos amigos e familiares e a terceira que só nós conhecemos. Mas, e se eu tiver 1001? Se assim for, a face mais superficial de todas é totalmente inexpressiva e todas as outras estão aqui dentro, encafuadas na minha mente e no meu coração, lutando umas com as outras e a gritar por amor e atenção.
Mas eu não as oiço. Não posso deixar que as borboletas saiam da gaiola. Se elas se soltarem e voarem sem rumo, eu fico perdida. Para sempre.
"Mas posso ao menos saber um traço da tua personalidade?", imploras tu. Sou inexpressiva, é tudo o que precisas de saber.

*Texto fictício. Escrito por mim, se copiarem deixem os créditos*

12 de dezembro de 2015

12 meses de Natal

«Para falar do Natal, não existem segredos, basta olhar para dentro de nós mesmos. No Natal, estamos propícios a amar mais, ter mais carinhos, ser mais solidários. É o que nos envolve, este Espírito Natalício. Mas vejamos o mundo num foco mais nítido - isso ocorre somente nesta época do ano. O nascimento de Jesus Cristo tem o poder de causar essa transformação em nós. Época em que surgem milhares de voluntários, pessoas fazendo os seus donativos, pessoas abraçando outras, trocando calor humano com seus entes queridos. Eu vejo muita gente engrandecer-se diante desse espírito, mas eu somente tenho a perguntar: - Porquê?

Porque é que essas coisas só ocorrem no mês de Dezembro? Será um mês sagrado? Será que é tão difícil sermos assim o ano inteiro? Todos os dias das nossas vidas, nós devemos amar-nos uns aos outros, respeitar-nos uns aos outros, sermos solidários. O mundo não funciona somente no Natal, as crianças não necessitam de carinho apenas no Natal, os necessitados  não passam fome e não sentem frio apenas no Natal. Eu quero olhar o Mundo e poder ver isso todos os dias.
Se Deus me concedesse um desejo, desejaria que nascesse um Jesus Cristo todos os dias.»

Escrito por Fernanda Molina

6 de novembro de 2015

Sunny Day


Devia haver mais dias como o de hoje no outono. Uma brisa pela manhã, e um sol quentinho pela tarde.

"Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem os teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que me continues olhando."
Pablo Neruda