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23 de maio de 2016

Marioneta

Eu já escrevi tantas vezes sobre este assunto, peço desculpa por estar a ser chata, mas a verdade é que esta montanha russa das indecisões não pára de subir. Sinto que falta algo no blogue. Sinto que nada está como eu quero, ao meu gosto. "Se não gostas do que vês, muda", dizem vocês. Tá, ok, os únicos problemas são os bloqueios constantes, as crises criativas.
Tenho a impressão de que o blogue perdeu o conteúdo, que agora só publico coisas chatas, sem o mínimo interesse. Quando leio o que escrevo, penso "eu antes conseguia fazer muito melhor". Antes, eu nunca tinha crises criativas. Conseguia fazer os layouts que quisesse, escrever uns textos originais. Atualmente, não sei que conectores utilizar, sinto que o meu vocabulário é a coisa mais básica à face da Terra, penso que simplesmente nada faz sentido neste cantinho.

E eu quero identificar-me com este cantinho. Foi graças a mim que ele nasceu. E o futuro dele está nas minhas mãos. Eu não quero abandoná-lo, como fiz com todos os outros. Quero mudá-lo. Quero identificar-me com ele.

Não quero ser uma marioneta, manipulada pelos constantes bloqueios

Eu não sei se consigo dar uma pequena pausa no blogue. Duvido mesmo, afinal é algo que faz parte de mim. Então, eu planeio continuar a vir aqui, enquanto preparo um novo projeto. Uma nova fase. Até lá, eu gostava de saber, que mudanças vocês gostariam de ver no blogue? Façam-me chegar as vossas opiniões sobre tipos de posts; o tipo de layout; tudo o que gostariam de ver no blogue, nos comentários.

I love you all to Saturn and back <3

25 de abril de 2016

old feelings are back (unfortunately)

Sinto que estou a voltar à minha antiga vida. No ano passado, por esta altura, eu passei por uma fase má, andava sozinha nos intervalos; os que eu julgava meus amigos, afinal não eram assim tão meus amigos, pois afastaram-se quando eu estava a passar por um mau momento; não conseguia confiar em ninguém; fechava-me em casa; chorava durante horas à noite; carregava no replay vezes sem conta e ouvia sempre a mesma música triste; e discutia constantemente com uma amiga virtual, mas nunca acabava a minha amizade com ela porque ela fazia-me demasiada falta, apesar de ao mesmo tempo me fazer mal.

O que eu descrevi era a minha vida o ano passado, e é a minha vida atualmente. O meu único conforto é apenas uma música, que toca vezes sem conta. Voltei a vestir-me completamente de preto. Ando sempre com os phones ao pescoço, para quando me apetece desligar do mundo. Isolei-me das pessoas, e os meus pais repararam, pois durante este fim-de-semana, houve uma feira aqui na cidade, e nos outros anos eu gostava de ir, mas este ano, fui arrastada e obrigada a ir. Cortei o mal pela raiz, e acabei a amizade com a tal amiga (que já não é amiga). Ando às voltas num grande labirinto, chamado "cabecinha da Chloe" e não encontro saídas, só passagens bloqueadas.


E eu tenho uma lembrança bem clara de que, o meu único refúgio naquela altura era um blogue. Portanto, não se admirem se as coisas mudarem um pouco por aqui (refiro-me ao tipo de posts e assim). I'm sorry, e obrigada por me aturarem e lerem até ao fim ♥

22 de abril de 2016

Lonely

Queria agradecer a todas as leitoras que me deram os parabéns.
Em físico-química, aprendi que, na divisibilidade da matéria, há um certo ponto, onde a matéria já não se desfaz mais, se não estou em erro. Mas então, se chega a um ponto que já não se desfaz mais, também existe um ponto onde não se reconstitui mais.

É o que se passa com o meu coração. Já foi partido tantas e tantas vezes quanto é possível. Porém, ainda existe uma réstia de esperança dentro de mim, que me diz que ainda há uma possibilidade de ele se reconstituir. Mas, para isso, é preciso isolar-me. Porque, no fundo, o ser humano é uma desilusão.

11 de abril de 2016

Depois dos Quinze

Não neste post eu não venho falar sobre o blogue Depois dos Quinze, com muita pena minha haha

Neste mês de Abril, dia 19, faço quinze anos. É assustador, olhar para trás e ver como o tempo voou. E é ainda mais assustador olhar para a frente, sem saber o que está por vir.
Se não estou em erro, a adolescência começa aos treze e termina quando fazemos vinte (estou a falar apenas em idade, não de espírito). Ainda tenho vários anos para aproveitar, se Deus quiser. Mas estes dois anos que já passaram, não foram, nem de perto nem de longe, os melhores da minha vida.

Tenho mil e um complexos com o meu corpo, como nunca tive. Cada centímetro dele, ou está a mais, ou está a menos. Também tenho complexos com a minha personalidade, não gosto dela, e isso faz com que não goste de mim. Por vezes eu ganho motivação e tento mudar esse pensamento, mas acabo sempre por perdê-la no início do caminho.

Há uns meses, li por aí num comentário de um blogue que "a adolescência é a melhor fase das nossas vidas. Mas é igualmente a pior, pois é uma fase em que não sabemos quem somos". E, já dizia a Kate Beckett: "os adolescentes mudam de personalidade assim como quem muda de roupa. Só assim poderão descobrir quem realmente são".

E, a verdade é que, depois de reler três vezes tudo que já escrevi até agora, não sei onde quero chegar com isto, devo estar aqui só para desanuviar. This post doesn't make any sense. Mas por onde quer que isto passe, todos os caminhos vão dar a Roma, que neste caso, significa: hei de encontrar a minha verdadeira personalidade, uma cabeça mais ajuizada e amor próprio (e de alguém, porque eu garanto que não estou com pachorra para ser forever alone para o resto da vida xD).

7 de abril de 2016

expecto patronum

um dos meus feitiços favoritos
Precisava de algo que ajudasse a aquecer o meu coração, que me protegesse de todas as alminhas frias que me tentam sugar a felicidade e a esperança existentes em mim. Mas como, infelizmente, não sei conjugar feitiços, a alternativa é: chocolate.

26 de março de 2016

No War, Hug More

Sinceramente, eu nem sei o que dizer sobre estes ataques. Já não é novidade que há pessoas perfeitamente estúpidas e capazes de fazer tudo e mais alguma coisa. Querem espalhar o medo e o terror por aí, para conseguirem conquistar terras e derrubarem, ou devo mesmo dizer matar, toda a gente que lhe aparece à frente. Não é assim que a humanidade vai para a frente, mas aqueles otários acham que sim. Honestamente, "je suis sick of this shit".

O meu coração está não só com aqueles que morreram no atentado de Bruxelas, mas também com os que sobreviveram.

#PrayForBrussels

20 de fevereiro de 2016

As Minhas Pernas

Eu tenho um angioma na pele. Segundo os médicos, é designado por "Angioma Plano", ou seja, consiste numa mancha avermelhada ou rosa, que está presente desde o nascimento. Embora seja mais comum no rosto, eu tenho nas pernas. Eu até lidaria bem com UMA mancha na perna. Mas o problema é que eu tenho várias manchas ao longo das pernas, desde a planta dos pés até às nádegas. Apesar de o nome parecer horrível, eu estou bem de saúde, não é uma coisa grave. Mas isso afeta imenso a minha autoestima, que nunca foi muito elevada.

Eu detesto ir à praia não só por causa disso, mas também porque vejo pessoas a olhar para mim como se tivesse algum tipo de deficiência e mesmo adultos a olharem fixamente para as minhas pernas. É que nem tentam disfarçar porra. Tantas vezes que, no verão, me convidaram para ir à piscina, e eu sempre recusei, sempre inventei uma desculpa. No verão, pode estar um calor desgraçado, mas nesses dias eu evito sair de casa para poder andar de calções à vontade, embora deteste usar. Tal como os vestidos. Por acaso, no meu roupeiro, a existência de vestidos é nula. Quanto a calções só tenho um par.

E eu lembro-me de que houve um verão (2013, se não estou em erro) em que as temperaturas rondavam os 40 graus por aqui, a minha mãe inscreveu-me num atelier para me manter entretida. E eu ia sempre de calças e quando chegava a casa chorava imenso porque eu estava farta de ter calor mas não poder andar de perna ao léu como as outras raparigas. Então arrisquei e lá fui eu de calções para o atelier. E claro que não correu bem, porque chamaram-me algo do tipo "pernas de vaca". A minha reação é, de um certo modo previsível.

Hoje já não faço grande drama por causa das pernas. Lido com isto com mais calma, apesar de continuar a não gostar. Por vezes esqueço-me de que elas existem. Mas continuo impacientemente à espera do dia em que a médica diz "já podes remover isso".
Não sei com que finalidade estou a escrever isto, mas, sei lá, deu-me na gana desabafar sobre isto.

16 de fevereiro de 2016

Indecisão

Ultimamente vejo que é muita pressão de todos os lados para escolher a área que vou seguir quando for para o 10º ano.

Nunca tive certezas de nada, mas sempre olhei para o curso de Humanidades como a escolha natural para mim, visto que sempre me dei bem com português, outras línguas e história. Deve estar-me no sangue, visto que a minha mãe tirou o mesmo curso. Mas o problema é que, na cidade onde vivo, só há duas escolas secundárias, e em ambas as turmas de humanidades não são flores que se cheirem. E a minha mãe quer sempre (sempre quis) que eu fique numa boa turma.

Depois, claro, há a hipótese de escolher ciências e tecnologias. Toda a gente quer que eu vá para este curso, desde os meus pais, passando pela professora de matemática, até ao meu explicador (de matemática também). O problema é que eu não tenho jeito para a matemática, apesar de até gostar de algumas matérias. E da físico-química nem se fala. Há quase uma semana recebi o teste e tirei a nota mais baixa que alguma vez tirei nos meus nove anos de estudo: 37%. Fui hoje com o meu pai para ele me colocar numa explicação, e ele disse ao meu futuro explicador que queria ver se eu começava a gostar de FQ porque ele queria que eu fosse para ciências no 10º ano. A única reação que eu consegui ter foi revirar os olhos e ficar mais confusa ainda.

Fecho completamente as portas às Artes e ao Desporto, não tenho jeito e não me ia safar.
Nunca pensei muito em relação à economia/gestão/ciências socioeconómicas (chamem-lhe o que quiserem). Só agora coloquei a hipótese de ir para economia agora, mas não sei não, ainda tenho de pesquisar e etc etc...

Eu li por aí que quem faz esta decisão somos nós, não são os pais, amigos ou professores, apesar de opiniões serem sempre bem-vindas. O problema é que são tantas opiniões, e são todas diferentes. E eu sei que devia fechar os olhos a todas elas e ouvir-me a mim mesma, mas eu própria nem sei o que quero... É que é uma decisão tão importante! O que está em jogo é o nosso futuro!

Uns dizem "A Chloe tem de ir para humanidades, porque ela é muito boa a português e adora inglês..." outros dizem "Deves ir para ciências para no futuro teres mais oportunidades de emprego, esquece as humanidades que não dá em nada" e ainda há os paspalhos que vêm dizer que eu devia ir para Artes porque desenho lindamente quando eu nem um risco consigo desenhar em condições (a sério, eu desenho mesmo muito mal).

Sinto que a única hipótese é tornar-me mundialmente famosa, ganhar milhões, e reformar-me antes dos dezoito.
Desculpem se o post está muito longo, mas precisava de desabafar.

14 de janeiro de 2016

RIP David Bowie and Alan Rickman


David sendo David
Parece que o universo tirou esta semana para aniquilar alguns dos meus ídolos. Ainda não me "recompus" da notícia da morte do David Bowie, agora é a vez do Alan Rickman. A única coisa que consigo dizer quando penso na notícia: FUCK CANCER! Eles morreram os dois vítimas de cancro.

Eu conhecia o David Bowie apenas há uns meses, e apesar de gostar das músicas dele, não tinha assim aquela espécie de "cumplicidade" que nós temos com os ídolos, talvez por ainda não saber muito sobre ele. Mas fiquei triste na mesma claro.

Quanto ao Alan Rickman, eu adorava-o. Um excelente ator, uma excelente pessoa, um excelente professor Snape. Não é por acaso que o professor de poções e artes negras é a minha personagem favorita. O feitiço Avada Kedavra caiu sobre ele e perdi um dos meus ídolos que mais gostava (porque sim, eu tenho muitos mesmo).

São duas enormes perdas para o mundo artístico. My heart is with them <3

15 de dezembro de 2015

A Culpa é dos Beatles


Com certeza que vocês conhecem a famosa banda The Beatles. Já devem ter ouvido falar deles e saber quem são, caso contrário, vocês não têm cultura geral NENHUMA. Comecei a ouvir as músicas deles há pouco mais de um mês, e devo dizer que as adoro a todas, acho um espetáculo. Porém, de cada vez que oiço uma música, sinto-me invadida por uma enorme saudade.

Saudades de Londres. Há precisamente quatro meses atrás, dia 15/08/15, estava eu na Inglaterra, numa fila enorme para entrar na casa do Sherlock Holmes. Do nada, o meu pai saiu da fila e chamou-me para ir com ele, deixando a minha mãe e o meu irmão na fila. Entrámos numa loja cheia de t-shirts, chapéus, cartazes e tudo o resto (até galochas!) com as mesmas quatro caras. Dei-me conta de que estávamos numa loja de recordações dos The Beatles. Estava a tocar a música "Yellow Submarine".

Quatro meses depois, na hora do acontecimento, estava eu na aula de geografia a olhar pela janela (não me censurem, a professora estava a dar raspanetes a alguém) e a lembrar-me disso tudo. Quando oiço as músicas, seja a mais mexida ou a mais calma, eu fico com uma vontade enorme de voltar para lá. Sinto um misto de alegria com tristeza, saudades de tudo aquilo.

"Yesterday/ all my troubles seemed so far away/ now it looks as though they're here to stay/ oh, I believe in yesterday"

Agora só me restam recordações, músicas de amor, e "acreditar no dia de ontem", pois para ser possível constuir um "amanhã" melhor, temos de aceitar o que aconteceu no passado e no presente
Espero ter-me feito entender, não sou lá muito boa com metáforas.

I love you all to Saturn ad back  ♥

17 de novembro de 2015

so many things to tell, so little time


My gosh, é tanta coisa para falar com vocês, desde o fim-de-semana (maravilhoso por sinal), passando pela minha atual situação na aula de visual (coisa boa não é, ficam já avisadas) e sobre os atentados de Paris. Também preciso de desabafar com vocês sobre as minhas crises e assim.
Enfim, amanhã vou ter o corta-mato, estou muito nervosa e com medo de falhar, mas isso acontece todos os anos. Tenho saudades de fazer um post decente para aqui. Obrigada pelos comentários, e lamento por não conseguir responder!

1 de novembro de 2015

ultimamente


Quando tento escrever alguma coisa no blogue, acabo sempre por apagar, esta crise criativa dá cabo de mim, preciso de algum tempo extra no meu dia para escrever no blogue, os posts não passam das três linhas. Falta tempo para ler blogues, apenas consigo ler os comentários, mas não tenho tempo para responder a nenhum. Quarta-feira (depois do teste de FQ, a minha bff) voltarei, promise!
É meus amores, vida de estudante é assim.

24 de outubro de 2015

Bipolaridade


Eu estava numa aula, que estava a ser uma autêntica seca. A rapariga que está à minha frente começou-se a rir do nada, e eu, logicamente, comecei a rir-me também.
E o meu riso funciona do seguinte modo: enquanto eu tiver vontade de rir, tenho de rir tudo até ao fim, enquanto se eu tentar parar de rir, só vou ter ainda mais vontade de me rir. Mas eu, estava a tentar esconder o riso, e digamos que a minha missão falhou redondamente, pois a professora reparou e chegou a ameaçar em meter-me na rua (coisa que, a propósito nunca me tinha acontecido). A reação de uma pessoa minimamente NORMAL seria ficar assustada e ficar séria, mas eu, pelo contrário, só fiquei ainda com mais vontade de rir.
Depois do fim da aula (era à tarde) eu fui a pé com umas amigas e continuei a rir-me imenso, até que de um segundo para o outro, fiquei muito séria, sem a mínima vontade de rir. Cheguei à explicação, fiquei irritada com nada, só queria jogar tudo ao chão, havia uma amiga que me estava a tirar fotos para pôr no snap, e eu comecei a gritar e a mandá-la apagar as fotos.

Chegou o final do dia, e a minha conclusão é que eu tenho sérios problemas de bipolaridade, mas estou com um grande receio de dizer a alguém pois o mais provável é que a pessoa não leve a sério ou que na brincadeira me mande ir tratar-me. Sou a única que tenho estas "crises"?

P.S: Para quem ficou curiosa, não, eu não cheguei a ir para a rua.

1 de outubro de 2015

Worthless


Eu sinto-me inferior. Sozinha, ainda que esteja rodeada de pessoas todos os dias. Sinto-me inútil. Fraca e frágil. Indefesa. Sinto o nó na garganta a toda a hora. E mesmo assim, finjo. Finjo que estou bem. Faço aquele sorriso falso que toda a gente julga que é verdadeiro. Faço aquele riso estúpido que parece espontâneo. Sou a única que sei que não é. Sinto-me perdida.
Voltaram a gozar comigo, e mais uma vez, como seria de esperar, fiquei paralisada e não consegui responder. Porquê, caralho, porquê? Só quero silêncio, só quero paz. Não me identifico com ninguém nem em lado nenhum. Só me sinto bem a dormir. Sinto-me ignorada e incompetente. E ninguém repara. Só mais uma prova de que sou ignorada.
Beijinhos,
Chloe, a fraca

15 de setembro de 2015

Os Filhos dos Professores

A minha mãe é professora e trabalha na escola onde eu estudo. A maioria das pessoas pensa que os filhos com os professores na mesma escola têm os privilégios todos e ficam a saber das coisas antes de nós. Deixem-me dizer-vos que não é bem assim. Já sofri bastante à conta disso.

No sétimo ano, por exemplo. Os nossos testes de geografia são à base de cruzinhas e uma composição. Ora, eu tive os exercícios das cruzinhas todos bem, e tive 0 na composição. Isso valeu-me um 90% (a composição vale 10%). Houve uma colega minha, que teve dois exercícios das cruzes errados (cada um vale 5%) e teve metade da composição certa. Por isso ela teve 85%. Mas ela achava que devia ter tido 90% também e não descansou enquanto não disse aos outros que eu tive melhor nota porque a professora era amiga da minha mãe.

No início do oitavo, estávamos a corrigir o tpc na aula de inglês. Eu não o tinha feito, e já estava perdida porque a professora estava a avançar na correção demasiado rápido. Ela reparou e perguntou onde é que eu estava para ela dizer o que faltava. Se ela na mesma não tivesse reparado, eu tinha perguntado. A professora ajudou-me. Agradeci-lhe. E depois veio um paspalho a dizer que se fosse com ele a professora não teria feito isso.

E agora digo-vos, muito sinceramente, que ele tinha razão. A professora ajudou-me, não porque eu nasci graças a ela (sim, foi a minha stora de inglês que apresentou o meu pai à minha mãe), mas porque eu adoro inglês, sou muito participativa nas aulas e aquele tpc foi um deslize. Já ele, só conversa, não se interessa por nada, nunca faz nada nas aulas, e depois surpreendeu-se. Obviamente ele não descansou enquanto não disse a mesma coisa que a outra gaja no sétimo ano.
Toda a gente atura gente falsa, isso é sabido. Mas eu, além de ter os falsianes do costume, ainda tenho de lidar com mais uns quantos, só mesmo porque eles querem saber o que vai sair no teste que a minha mãe vai fazer.

Fiz-vos este discurso todo, para que saibam que lá por sermos filhos dos professores não quer dizer que temos privilégios. Somos iguais aos outros. Eu sei que sou a favorita de um ou outro, mas não é por se filha de alguém que eles conhecem, é por ser trabalhadora e tentar fazer o meu melhor. Por isso, para a próxima, antes de irem dizer que o fulano tal, filho do professor x, tem melhores notas que vocês, anda com a mochila mais leve, e sabem as coisas antes de vocês, pensem duas vezes, porque vocês estão a magoar alguém.

Para os que acham que somos melhores:

 Querem mochilas leves? Arranjem um cacifo. Querem ter melhores notas? Estudem. Querem saber das coisas? Informem-se. Porque é assim que isso funciona. É assim que eu funciono. Não sou mais, nem menos que tu. Sou igual ti (com a exceção de que apesar das minhas boas notas tenho o QI do tamanho de uma noz). E respeitem isso. Tenho orgulho nos meus pais e terei sempre, independentemente da profissão deles. E desculpem a raiva, mas estou mesmo furiosa.

13 de setembro de 2015

Amanhã será a última segunda-feira da qual não iremos reclamar... Chorem comigo!

Amo PLL <3

9 de setembro de 2015

I don't wanna

Eu não quero que a escola comece. E não é porque vou ter de voltar a estudar ou a levantar-me cedo. Isso é o menos importante, apesar de também não gostar. Não quero que a escola comece porque vou voltar a ser gozada.

Eu tentava de tudo para pararem com aquilo. Tentei responder à altura, mas não sou o tipo de pessoa com uma resposta na ponta da língua, por isso acabava por não dizer nada de jeito. Tentei ignorar, mas como é possível fazê-lo, se os "ataques" deles eram cada vez mais frequentes? Tentei rir-me disso na cara deles, mas como o fazer quando o que eu queria era chorar?

Julgava-me fraca, por não conseguir fazer aquilo. Não me considero propriamente uma pessoa forte. Dizem que o que não nos mata, torna-nos mais fortes. Mas não era isso que eu sentia, eu sentia-me cada vez mais fraca. Tive de ir contar à DT. Um dos dois rapazes que gozavam comigo parou (olhares desdenhosos e indiretas à parte) mas o outro não. E ainda tive a sorte de ficar ao lado desse nas aulas.

Isso não são coisas fáceis de esquecer. Deixam marcas, podem não ser físicas, podem não se ver, mas sentem-se. Só espero que este ano as coisas sejam diferentes. Não são obrigados a falar comigo, mas que me deixem em paz ao menos. Escrevi isto tudo a chorar.